Arquivo diários:22 de abril de 2015

PQD – Comunicação e as Raízes do Baobá Itinerante

Hoje foi plantado o Baobá Itinerante nos solos dIMG_7403a Casa de Cultura Tainã que, com a ajuda de um trator, subiu aos ares uma última vez antes de se enraizar no solo. Presenças mais do que especiais acompanham essa e outras atividades aqui na Pajelança Quilombólica Digital! E você pode acompanhar as atividades ao vivo pelo site do parceiro Socializando Saberes, que transmite o encontro. (www.socializandosaberes.net.br)

IMG_7428Por falar em parceiros, amanhã o programa Amazônia Brasileira – 11.780KHz e 6.180KHz AM, pertencente à Rádio Nacional Amazônia do Portal EBC, entrevistará TC Silva, fundador da Tainã, e Yashodhan, moradora da comunidade Morada da Paz (RS), que contarão sobre o encontro em uma transmissão a nível nacional.

A entrevista será transmitida ao vivo, na quinta-feira (23), das 9:30h às 10h, e a pauta será as discussões, trocas e planejamentos que estão acontecendo na Pajelança, que se iniciou no dia 20 e vai até o dia 28 de abril e conta com representantes de todas as partes do Brasil.

PQD – Sobre Batuques e Ervas

A noite de ontem (21) foi mais que especial no encontro PIMG_7001ajelança Quilombólica Digital. A Casa de Cultura Tainã recebeu alguns grupos culturais da Região Metropolitana de Campinas, dentre eles o Batuque de Umbigada de Capivari e o Samba de Roda de Vinhedo, que animaram a noite após uma galinhada de lamber os beiços!

IMG_7345Depois de uma merecida noite de descanso e um delicioso café da manhã, os presentes se reuniram na Tenda dos Saberes, espaço construído com o intuito de troca de experiências e conhecimento, e aprenderam um pouco sobre o cultivo de algumas plantas com o mestre TC Silva.

Logo depois, o Baobá Viajante, que já passou por diversas localidades do país, teve o prazer de ser o centro de uma roda de batuques e cantos para saudá-lo em seu novo lar, o território da Tainã.

As atividades seguem na Pajelança.

PQD – SESC

Após o almoço, dois ônibus levaram  os diversos representantes de movimentos culturais e sociais para o plantio de um Baobá em um terreno situadIMG_6847o ao lado do viaduto Lix da Cunha, perto da rodoviária de Campinas. Símbolo milenar da resistência Africana, o Baobá foi plantado com a celebração dos tambores e com uma chuva que selou o rito de passagem. A árvore passou das IMG_0582mãos da Mãe do Mestre TC Silva, Dona Geralda, ao colo da Mãe Terra. “O Maestro Carlos Gomes morou nessa rua e minha mãe trabalhou na casa dele. Estamos aqui para resgatar a memória de Campinas e do povo negro que tanto trabalhou nessas rodovias e na Estação”, ressaltou TC Silva. Uníssono, os presentes dançaram na chuva e consagraram o pé de Baobá: “Estou voltando pra casa com um pé de Baobá, estou voltando pra casa com um Baobá”.

Cássio, funcionário do Sesc de Campinas, também participou da atividade e enfatizou a importância de ressignificar os espaços ociosos e valorizar os territórios. “Estamos simbolicamente nesse espaço no sentido de ocupar e resgatar a cultura de resistência”.

VoltIMG_0677ando ao SESC, logo na entrada, o grupo Urucungos, Puítas e Quijengues (Campinas) e o Samba de Roda de Dona Aurora (Vinhedo) recepcionaram as pessoas depois do plantio. “Se você quiser pode ir, eu não vou sair daqui!” foi o samba que entoou o emocionante encontro entre os grupos.

O Batuque de Umbigada de Capivari chegou à noitinha no SESC e se apresentou no saguão principal, representando a cultura caipira que move matutos e sabidos. “O terreiro da cidade ainda chora a escravidão”, proferiu Dona Anicide Toledo em um dos seus sambas.

Retornando à Casa de Cultura Tainã, uma galinhada foi servida para a confraternização entre as diversas ramificações de Matriz Africana.