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PQD – SESC

Após o almoço, dois ônibus levaram  os diversos representantes de movimentos culturais e sociais para o plantio de um Baobá em um terreno situadIMG_6847o ao lado do viaduto Lix da Cunha, perto da rodoviária de Campinas. Símbolo milenar da resistência Africana, o Baobá foi plantado com a celebração dos tambores e com uma chuva que selou o rito de passagem. A árvore passou das IMG_0582mãos da Mãe do Mestre TC Silva, Dona Geralda, ao colo da Mãe Terra. “O Maestro Carlos Gomes morou nessa rua e minha mãe trabalhou na casa dele. Estamos aqui para resgatar a memória de Campinas e do povo negro que tanto trabalhou nessas rodovias e na Estação”, ressaltou TC Silva. Uníssono, os presentes dançaram na chuva e consagraram o pé de Baobá: “Estou voltando pra casa com um pé de Baobá, estou voltando pra casa com um Baobá”.

Cássio, funcionário do Sesc de Campinas, também participou da atividade e enfatizou a importância de ressignificar os espaços ociosos e valorizar os territórios. “Estamos simbolicamente nesse espaço no sentido de ocupar e resgatar a cultura de resistência”.

VoltIMG_0677ando ao SESC, logo na entrada, o grupo Urucungos, Puítas e Quijengues (Campinas) e o Samba de Roda de Dona Aurora (Vinhedo) recepcionaram as pessoas depois do plantio. “Se você quiser pode ir, eu não vou sair daqui!” foi o samba que entoou o emocionante encontro entre os grupos.

O Batuque de Umbigada de Capivari chegou à noitinha no SESC e se apresentou no saguão principal, representando a cultura caipira que move matutos e sabidos. “O terreiro da cidade ainda chora a escravidão”, proferiu Dona Anicide Toledo em um dos seus sambas.

Retornando à Casa de Cultura Tainã, uma galinhada foi servida para a confraternização entre as diversas ramificações de Matriz Africana.

PQD – Abertura

A abertura da Pajelança Quilombólica Digital – Territórios Digitais Livres aconteceu no dia 20 de abril à noite, com uma roda de apresentações e saudações ao Baobá e aos Ancestrais. Conduzido pelo Mestre TC Silva da Casa de Cultura Tainã, o diálogo encantou os presentes quando o mesmo explicou sobre a importância de defe   nder os territórios físicos e digitais, e de como descobriu sua Africanidade na tenra infância lidando com os afazeres rurais e contato direto coIMG_6586m a natureza.
“Sentei com meu vô na frente do casebre que ele tinha, e foi ali, entre o canto dos pássaros e barulho dos bichos noturnos, naquela hora mágica em que o sol se põe, que percebi que eu e ele éramos um só, mesmo com quase um século separando nossas idades”, relatou TC Silva.

Representantes de vários Movimentos Sociais e Culturais de diversas partes do Brasil marcaram presença. O diálogo se iniciou com uma prece da YashIMG_6666odhan do Rio Grande do Sul, e logo após os tambores soaram para que a noite se estendesse em harmonia e consciência sob a égide de Exu. A abertura foi transmitida ao vivo pelo Coletivo Socializando Saberes.

No dia 21, o café foi servido cedo e houve uma interação com mais alguns representantes de movimentos que chegaram pela manhã para o encontro, assim como diversos repreIMG_6730sentantes da sociedade civil. Ao som dos tambores, os diálogos começaram e propostas de oficinas foram expostas para se integrarem à programação do encontro ao longo da semana. Apropriação das tecnologias digitais, softwares livres, construção da Mucua (servidor do Baobáxia), Cinema Independente, Tambores de Aço e inúmeras atividades que compõe o dia a dia de uma rede mais humanizada e plural.

Veja mais fotos no Flickr.

Pajelança Quilombólica Digital – Territórios Digitais Livres

Pajelança Quilombólica Digital, PQD, é um encontro de alguns dias onde jovens e velhos são alunos e professores que vivenciam tradições quilombolas, indígenas, caiçaras e sertanejas, junto com a cultura das periferias, em busca da apropriação crítica e integração de diferentes tecnologias.

PQD_FlyerA vivência na Pajelança estimula o reconhecimento da sabedoria e prática de cada um, dando alternativas de sustentabilidade dentro e para sua comunidade, física ou virtual. É um processo de provocação e revisão de nossos hábitos. Muito mais que uma oficina de cultura e tecnologia, é uma vivência transformadora sobre quem fomos, somos e seremos e também sobre o que nos tornamos e o que deixaremos.

A edição da PQD “Territórios Digitais Livres” visa compartilhar os conhecimentos e tecnologias desenvolvidos na Rede Mocambos nos últimos anos e facilitar a apropriação tecnológica do Baobáxia.

Um dia será dedicado ao dialogo sobre as politicas publicas de Cultura Digital com a participação de instituições publicas parceiras.

Acompanhe ao vivo pelo Socializando Saberes

 PROGRAMAÇÃO (wiki)

Rota Brasil Nigéria – Baobáfricanizando

Jardim das Folhas Sagradas. Num encontro mágico e cheio de simbologias realizamos, junto com o rei Oba Al-Maroof Adekunle Magbagbeola,
Olumoyero II, Rei de Efon – Osun, da Nigéria e a rainha Olori Adebola Asisat Magbagbeola, o plantio de um Baobá no Jardim das Folhas Sagradas, Campinas.
A rainha Olori recebeu carinhosamente sementes de Baobás que lhe dei como símbola da nossa reconexão e unidade africana. Valeu Zumbi.

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Mulheres

 

Timeline

Pouco luxo e muita animação abrem desfiles em Campinas

Pouco luxo e muita animação abrem desfiles em Campinas

AdrianaGiachini
Do Correio Popular
amaral@cpopular.com.br

Uma história de luta pela igualdade social. Uma guerra em que a fome não é uma questão exclusivamente física, mas espiritual, e as armas de combate são a arte e as perspectivas de um futuro melhor. Há quase 12 anos driblando as dificuldades, a Casa de Cultura Tainã, entidade cultural e social sem fins lucrativas, começa a somar vitórias.

A primeira delas foi a aprovação do projeto Orquestra de Tambores de Aço, formada apenas por jovens carentes, através da lei Rouanet, no ano passado. A nova conquista, talvez uma das mais importantes, é a permissão oficial do uso do terreno ocupado pelo espaço cultural, na Praça dos Trabalhadores, da Vila Padre Manoel da Nóbrega, publicada no Diário Oficial do Município no início do mês.

O terreno, que compreende uma área de 8.555 metros, é utilizado pela instituição há seis anos. “Isso põe fim à nossa insegurança, porque antes de sermos transferidos para este local ficamos quase sete anos no Espaço Cobal, transformado em depósito de material escolar. Agora temos estabilidade e vamos investir, inclusive, em novos projetos como a primeira Universidade Livre do país”, comemora Antônio Carlos Santos da Silva, de 50 anos, o TC, como é mais conhecido.

O primeiro passo, após a notícia, está sendo planejar a reforma do lugar – um antigo centro esportivo -, avalia-da em R$ 150 mil e que será custeada através de recursos cedidos pela Prefeitura, aprovados no Orçamento Participativo. O projeto deve ter início em março, quando será feito processo de licitação para definir a empresa responsável pela obra.

Segundo TC, os planos são transformar o local realmente numa casa de cultura. “Queremos criar salas para oficinas e um auditório onde realizaremos espetáculos de teatro, cinema e dança”, antecipa. Fundada em 1989 como Associação de Moradores da Vila Castelo Branco, a Casa de Cultura Tainã atende mensalmente 450 crianças e adolescentes, além de outras 1.350 pessoas através de atividades específicas como oficinas e apresentações.

O espaço desenvolve projetos como o grupo Nação Tainã (formação de educadores focados na cultura popular e na memória das comunidades de origem, além de pesquisar e produzir documentação desta cultura); Fábrica de Música (aulas de música e, inclusive, confecção de instrumentos); Projeto Saci e CDI (aulas de informática, incluindo o ensino do uso a internet); ou a biblioteca Lidas e Letras.

Em comum, estão todos ligados com a democratização da cultura e, principalmente, preservação da cultura popular. “A população carente vive em desvantagem e é isso que queremos combater. Ensinamos informática, por exemplo, para que tenham mais chances no mercado de trabalho. Acho importante quando as pessoas falam no combate à fome física, mas não podemos esquecer do alimento da alma”, defende TC.

Quanto ao trabalho de resgate das manifestações populares, como a folia de reis ou rodas de samba, a Casa de Cultura Tainã é um dos grupos envolvidos com o projeto de Maracatu (típico do Recife), junto com o Urucungos, Savuru, Tambor Menino e grupo Teatro Solano Trindade, que reserva uma grande apresentação para dia 1º de março, que envolverá mais de 250 pessoas, na abertura do carnaval de rua de Campinas. O evento será às 18h, na avenida Francisco Glicério.

Por conta disso, a Casa de Cultura Tainã está fabricando cerca de 30 tambores de alfaias, com apoio da Secretaria de Cultura, esporte e Turismo. “Nossos instrumentos, muitas vezes, superam a qualidade de marcas que estão no mercado”, vangloria-se TC que, aliás, é o único construtor de tambores de aço do país, instrumento conhecido por steel pan, que chega a levar até seis meses para ficar pronto mas que tem um som único, muito semelhante aos instrumentos de cordas.

Foi dele a idéia da criação da primeira Orquestra de Tambores de Aço do Brasil, projeto aprovado pela lei Rouanet que permite dedução nos impostos pagos ao governo, avaliado em R$ 585 mil, devido a necessidade de comprar instrumentos no exterior. A Sanasa é a primeira empresa a fazer uso do benefício e vai doar cerca de 12% do total – a lei exige 20% do valor arrecado para que a Casa de Cultura Tainã faça uso da verba. Segundo TC, a idéia é trabalhar só com adolescentes da periferia oferecendo aulas de música, ritmo, harmonia, canto e execução dos instrumentos.

Nação Tainã é destaque na Glicério

Nação Tainã é destaque na Glicério

Os desfiles das escolas de samba dos gruposd Pleiteantes 1 e 2 ocorreram sem muito brilho, anteontem, em Campinas. Qualidade e compêntecia musical ficou por conta do bloco de maracatu Nação Tainã que, a partir das 20h, mostrou em 45 minutos cantos folclóricos, percussão pesada e fantasias originais.

Segundo a Polícia Militar, pelo menos 10 mil pessoas participaram do evento e nenhuma ocorrência grade foi registada.

Passista do bloco Nação Tainã, que apresentou o maracatu como tema (acima) de sua apresentação em Campinas uma das melhores em relação a qualidade musical;