Nação Tainã é destaque na Glicério

Nação Tainã é destaque na Glicério

Os desfiles das escolas de samba dos gruposd Pleiteantes 1 e 2 ocorreram sem muito brilho, anteontem, em Campinas. Qualidade e compêntecia musical ficou por conta do bloco de maracatu Nação Tainã que, a partir das 20h, mostrou em 45 minutos cantos folclóricos, percussão pesada e fantasias originais.

Segundo a Polícia Militar, pelo menos 10 mil pessoas participaram do evento e nenhuma ocorrência grade foi registada.

Passista do bloco Nação Tainã, que apresentou o maracatu como tema (acima) de sua apresentação em Campinas uma das melhores em relação a qualidade musical;

Na noite do samba, apenas o Maracatu salvou

Na noite do samba, apenas o Maracatu salvou

Bruno Ribeiro
Do Correio Popular

Um número de pessoas bem baixo do esperado presenciou, na noite de sábado, a abertura oficial do Carnaval campineiro. Participaram do desfile inaugural as escolas de samba pleiteantes dos Grupos I e II. Porém, apenas os blocos que desfilaram sem caráter competitivo antes das escolas foram capazes de levantar o pequeno público disperso pela Francisco Glicério. Com originalidade, alegria e bons percussionistas, a Nação Tainã fez com que o maracatu fosse mais aplaudido do que os sambas de enredo repetitivos e monótonos que foram apresentados na avenida.

O carnaval de 2003 começou mostrando que evoluiu pouco ou quase nada de um ano para cá. O que se viu foi um espetáculo de trapalhadas por parte de todaas agremiações envolvidas. A começar pelo desfile da novata Gaviôes dos DICs. Homenageando o líder Negro Zumbi do Palmares – enredo mais batido da história-, a escola fez, dentro das limitações naturais de toda escola estreante, um desfile morno, devido aos desencontros da bateria e aos enormes “buracos” entre as alas.

Sem poder recorrer ao dinheiro público – escolas pleitantes não tem direito à verba destinada pela Prefeitura -, a Gaviôes exibiu carros alegóricos e fantasias modestas, prenunciando o que seria a tônica de todo o desfile.

A segunda escola a pisar na avenidade também foi uma estreante: a Unidos do Paranapanema, que exaltou em seu enredo um animal típico do Brasil: a Jaguatírica. No entanto, nem as mulheres seminuas sob cachoeiras artificiais conseguiram desviar a atenção do público para um problema grave que parece ser um característica de quase todas as escolas de samba de Campinas: a bateria, incapaz de segurar o ritmo por mais de 10 minutos sem atravessar o samba.

A única boa surpresa da noite ficou por conta da récem-criada Vaiquemké, que no anos passado homenageou o prefeito Toninho e ganhou a simpatia do campineiro. Mesmo sem exibir grandes carros alegóricos, foi a primeira a sacudir a parcela do público que ainda prestava atenção ao desfile. Nesse ano, as homenageadas foram as mulheres campineira.

Desnecessário, porém, foi colocar no mesmo enredo, a atriz Regina Duarte e a prefeita Izalene Tiene, que desfilou no chão.

Frantz Fanon – Vida e Obra

No dia 20 de julhoFrantz Fanon completaria 90 anos. Em referência à sua trajetória,mas também, interessados/as em discutir a atualidade da sua obrapara o entendimento do racismo na sociedade contemporânea, o GrupoKilombagem oferecerá o Mini-curso Fanon: vida e obra.

Objetivo

OMini Curs se propõe a apresentar e discutir o legado político eteórico do autor enfatizando suas contribuições para a compreensãodas relações raciais na sociedade contemporânea.

Por que estudar Fanon?

Comopsiquiatra, filósofo, cientista social e revolucionário, FrantzFanon é sem dúvida um dos pensadores mais instigantes do séculoXX. Sua obra influenciou diversos movimentos políticos e teóricosna África e Diáspora Africana e segue reverberando em nossos diascomo referência obrigatória nos os estudos culturais epós-coloniais.

Sua trajetória política e teórica impressiona pela grandiosidade eo seu curto espaço de vida. Nasce em Forte de France, Martinica em1925 no seio de uma família de classe média e patriota. Em 1944 sealista no exercito francês para lutar contra os alemães na segundaguerra mundial e posteriormente segue para Lyon para estudar medicinae psiquiatria. Neste período foi estudante ativo envolvido com apublicação periódica de um jornal mimeografado.

Em1950 Frantz Fanon escreve o texto que seria a sua tese de douturadoem psiquiatria: Peau noire, masques blancs(Peles Negras, MáscarasBrancas), mas a tese, por confrontar as correntes hegemônicas, foi recusada pela comissão julgadora o obrigando a escrever outratese no ano seguinte em Lyon com o título de Troubles mentaux etsyndromes psychiatriques dansl’hérédp-dégénération-spino-cérébelleuse – Um cas de maladiede Friereich avec délire de possession (Problemas mentais esindromes psiquiatricas em degeneração espinocerebelar hereditária– Um caso de doença de Friereich com delírio de posse).

Em1952 participa de diversos debates universitários e seminários emque se confronta ou converge com os pensadores franceses da época.Neste mesmo ano publica uma série de ensaios sobre a situação donegro na França, escreve um drama sobre os trabalhadores de Lyon(Les Mains parallèles) e publica o texto da sua primeira teserejeitada: Peau noir, masques blancs (Peles negras, máscarasbrancas) livro que marcaria a história dos estudos o racismo. Nestelivro o autor discute os impactos do racismo e do colonialismo napsique (de colonizadores e colonizados) e mostra o quanto asalienações coloniais são incorporadas pelos colonizados, mesmo nocontexto de elaboração do protesto negro.

Oano seguinte é marcado por um casamento e a sua mudança para aArgélia a fim de estudar mais profundamente os problemas enfrentadospelos imigrantes africanos na França. Segundo Oto (2003) estesmomento foi fundamental para Fanon compreender os impactos docolonialismo na estrutura psíquica humana:

Aotentar ampliar suas percepções sobre o problema dos pacientes emterritórios coloniais, vinculando as enfermidade ao colonialismo,Fanon aceita neste mesmo ano o contrato com o HospitalBlida-Joinville na Argélia. Durante sua residência neste local osresultados de suas investigações o convenceram das dimensõesassumiam o regime colonial e como este regime desarticula a estruturapsíquica das pessoas.( Oto 2003:219)

Oano seguinte foi marcante para o autor ao assistir o nascimento darevolução argelina e a violenta repressão francesa. É nestecontexto que Fanon renuncia ao seu cargo no Hospital psiquiátricopara se filiar à Frente de libertação Nacional – FLN (Front deLiberation Nationale) onde contribuirá ativamente como escritordo jornal El Moudjahid, em Túnez.

Osanos seguintes foram marcados por intensa agitação política eparticipação nos fóruns internacionais dos movimentos delibertação no continente africano. Em 1959 publica L’an V dela Révolution Algérienne, sem publicação em português, e em1961 se encontra com J. P. Sartre e S. Beauvoir. Neste mesmo ano,após escrever Les dammés de la terre, o ápice de suaatividade política e intelectual seria interrompido por um problemade saúde que levaria a morte.

Boaparte dos textos escritos por Fanon no jornal El Moudjahidforam reunidos por sua esposa e publicados postumamente no livro Pourla révolution africanie(1964), publicado em Portugal apenas em 1980 com o título Emdefesa da revolução Africana.

Apesar de sua importância para a compreensão das relações raciaiscontemporâneas, 50 anos depois de sua morte, a Obra de Frantz Fanonainda é pouco estudada no Brasil. Espera-se com esta atividadedespertar o interesse da comunidade acadêmica como um todo para adiscussão dos elementos apresentados pelo autor

Programação

  1. Encontro – A alienação colonial

  • O itínerário político de Frantz Fanon

  • Pele Negra, máscaras Brancas

Leitura prévia:

(Prefáciode Lewis Gordon e Capítulo V: Experiência vivida do negro)

http://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2014/05/Frantz_Fanon_Pele_negra_mascaras_brancas.pdf

  1. Encontro – Racismo e cultura

  • Em defesa da revolução africana

  • Os escritos de El Moudjahid

(Racismoe cultura)

http://kilombagem.org/racismo-e-cultura-por-frantz-fanon/

  1. Encontro – A Argélia se desvela

  • Ano V da Revolução Argelina

(Capítulo A Argéliase desvela)

http://www.cowpdf.org/1ttfzx_sociolog-iacute-a-de-una-revoluci-oacute-n-.pdf

  1. Encontro – A libertação nacional

  • Os condenados da terra

(Cap. I Daviolência)

https://onedrive.live.com/view.aspx?resid=CFC1514436D0549B!502&app=WordPdf

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